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O carisma do Pe. Kentenich é, sem dúvida alguma, um
carisma marcadamente mariano. O marianismo de Schoenstatt não é alguma
coisa lateral, é central. Tudo em Schoenstatt está referido a Maria e em
Maria a Jesus Cristo.
O Pe. Kentenich não invoca para ele uma devoção pessoal
senão, em primeiro lugar, a vontade de tomar a sério o plano de Deus e
tirar dele as conseqüências respeito à espiritualidade e a pedagogia da
fé.
Maria ocupa na redenção um lugar único, como Nova Eva
junto ao Novo Adão e, por isso, é imaculada e mãe da Igreja.
Por outro lado, em concordância com o anterior, o
fundador de Schoenstatt, auscultando os sinais do tempo, descobre uma
clara vontade do Deus que conduz a história: Deus deseja destacar a
pessoa e a função da Virgem Maria, como resposta aos desafios que
planeja para a nova cultura e a Igreja.
Os grandes problemas de nossa época se centram no
homem. São problemas de ordem antropológica, por isso, Deus quer
fazer Maria, brilhar no horizonte do tempo, o “Grande Sinal” através do
qual ele dá resposta a esses desafios.
Podemos distinguir o carisma mariano do Pe. Kentenich em
três dimensões: este entrega à Igreja, primeiro, uma imagem renovada de
Maria, segundo, uma nova espiritualidade e pedagogia marianas, e
terceiro, uma nova fonte de graças: o santuário mariano de Schoenstatt.
Uma nova imagem de Maria: Pe. Kentenich vê a
Virgem Maria profundamente unida ao mistério de Cristo Redentor, como
sua acompanhante e colaboradora permanente em toda a Obra da Redenção. A
bi-unidade da Virgem com Jesus Cristo constitui a natureza mais própria
e íntima de Maria.
Deus sempre a pensou em união a Cristo: por isso ela é a
Imaculada; por isso sua virgindade e plenitude de graças; por isso está
junto à cruz como co-redentora e é proclamada nossa mãe; por isso ela
está no céu como Rainha e medianeira de todas as graças. Por sua
íntima e fiel união ao Senhor ela é a Vencedora do demônio.
Uma nova espiritualidade mariana:
Pe. Kentenich vive e convoca a selar com Maria uma
aliança de amor, que é recíproca e que se expressa em uma perfeita troca
de corações, de bens e interesses com ela. Essa aliança de amor nos leva
a ser instrumentos de Maria, que se comprometem a trabalhar
apostolicamente na construção do Reino de Deus aqui na terra. É
uma aliança, por último, que se expressa em uma autentica santidade
mariana da vida diária.
Uma nova pedagogia e pastoral mariana:
Pe. Kentenich viveu e proclamou a Maria como a grande
Educadora do homem novo e da nova comunidade. O cultivo de um vinculo
profundo de amor afetivo e efetivo a ela é capaz de revitalizar e
dinamizar eficazmente a pedagogia da fé e a evangelização da cultura. O
princípio que guia a pedagogia mariana do Pe. Kentenich é este: “pela
vinculação (quer dizer, pelo vinculo do amor filial a Maria), vamos a
conquista de uma atitude e um estilo de vida e de trabalho marianos”.
Por ultimo, Deus quis presentear à Igreja, por meio do
Pe. Kentenich, o santuário de Schoenstatt como lugar de graças para a
renovação do mundo em Cristo no contexto da extraordinária mudança de
época que vive a humanidade atual. Em seu santuário de Schoenstatt a Mãe
e Rainha nos presenteia as graças do abrigo em Deus Pai, da
transformação em Jesus Cristo e do envio e fecundidade apostólica no
Espírito Santo.
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