O carisma
patrocêntrico de Schoenstatt |
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Pe. Kentenich destaca em forma singular a pessoa de Deus Pai, de quem tudo procede e a quem tudo se orienta. Jesus Cristo é radicalmente patrocêntrico. Com isso quer dizer que seu ser, sua vida e sua missão giram em torno de Deus Pai. Cristo é antes de nada o Filho Unigênito do Pai, que nos revela seu nome e é o caminho que nos leva ao seu coração.
Por isso, o
fundador de Schoenstatt formula o fio condutor do ser e da vida do cristão,
da seguinte maneira: “em Jesus Cristo, com Maria, pela força do Espírito
Santo, para o Pai”. Deus Pai tem um plano de amor, segundo o qual ele conduz a história universal, a história da Igreja e nossa história pessoal. Deus Pai é um Deus poderoso, sábio e misericordioso, que respeita nossa liberdade e que nos guia por amor, no amor, e para que consigamos uma profunda união de amor com ele. Este é a imagem de Deus que tem o Pai Fundador e que vive na Família de Schoenstatt.
A resposta à paternidade de Deus é uma profunda atitude filial em Jesus Cristo: somos Filhos no Filho. Por isso, cremos no amor do Pai, nos confiamos plenamente a ele e o amamos com um cálido amor filial. O “providencialismo”, quer dizer, a procura da vontade e os desejos do Pai em todas as circunstâncias da vida, guiados pela fé pratica em sua Divina Providência, pertence à essência mais íntima de Schoenstatt.
Nesta direção, Pe. Kentenich destaca a necessidade de cultivar a “meditação da vida” e o discernimento providencialista dos acontecimentos, de acordo com a lei da porta aberta e a resultante criadora. Vivemos em meio do mundo, buscamos a vontade de Deus no meio do mundo e respondemos ao Deus da Vida cumprindo sua vontade no meio do mundo.
Esta Fé Prática na Divina Providência é o fundamento “radical” que deu origem a Schoenstatt e que explica todo seu desenvolvimento. Constitui uma acentuação e forma original de viver a fé. É uma cosmovisão que põe no centro o plano de amor do Deus da Vida, que está presente na história e que conduz o mundo por meio de causas segundas livres.
Neste contexto, Pe. Kentenich destaca pedagogicamente o “princípio paterno” no ordem natural (a função do pai na família), na organização e na vida de Schoenstatt, da Igreja e da sociedade.
O homem, como Cristo, que está chamado a ser imagem e caminho para o Pai, ao ser um “transparente” de Deus Pai, de tal modo que, analogicamente, ele possa dizer como Cristo “quem me vê, vê o Pai”. Para o fundador de Schoenstatt isto reveste de uma importância capital na vida da Igreja e na evangelização da cultura. Sem a renovação do ser, sentir e atuar do homem, nunca se chegará a conformar uma autêntica fraternidade nem se abrirá o caminho pedagógico à conquista da filialidade, quer dizer, ao cumprimento da exigência básica para entrar no reino dos céus: “ser como as crianças”. Tudo isso implica impulsionar e aprofundar uma nova concepção e exercício da autoridade. |