O Papa Bento XVI escreve aos sacerdotes que,
“Cura d'Ars, em seu tempo, soube transformar o coração
e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazê-las sentir o
amor misericordioso do Senhor. Também hoje, é igualmente
urgente o anúncio e o testemunho da verdade do Amor: Deus caritas
est (1 Jo 4,8)."¹
O coração do Padre Kentenich é
um Tabor, no qual muitos vivenciam o amor de Deus Pai e podem afirmar:
“Deus é amor!” Seu coração sacerdotal
atua além de seu tempo e de sua nação! Deus o fez
reflexo de seu amor para milhares de pessoas. Por meio de seu amor sacerdotal,
muitas pessoas, sacerdotes e leigos, realizam um encontro com Deus Pai.
Seu sacerdócio é uma manifestação de Deus
Amor que intervém e modifica a vida de muitas pessoas.
Padre Dresbach, companheiro do Pe. Kentenich
no Campo de Concentração de Dachau, revela que Pe. Kentenich
era sempre capaz de ver e valorizar o positivo nas pessoas, mesmo em
situações complicadas:
O Senhor Padre “vive nos corações
e sabe de todos os problemas que eles carregam. Sabe sorrir e o faz
muitas vezes, porém, nunca perdendo a profundidade. Sua pessoa
sempre irradia uma luminosa alegria, como se percebe em poucos. (...)
Com a alegria, ele pôde abrir corações e muitas
vezes, bastava uma palavra sua, para produzir um efeito mágico
nas pessoas (...)”
“Em Dachau, havia um sacerdote que
reclamava de tudo, até daquilo que o Senhor Padre fazia. Certa
vez, disse isso ao próprio Senhor Padre. Este lhe respondeu,
do modo mais amigável possível, e lhe deu razão
em tudo o que podia. Sempre que o via, o Senhor Padre lhe dirigia palavras
bondosas. O amor acolhedor do Senhor Padre transformou esse sacerdote...
É admirável como ele se adapta a cada um. Às vezes,
com uma simples palavra, toca o coração de uma pessoa
e a transforma totalmente."²
Muito encontram o coração paternal
de Deus, por meio do Pe. Kentenich, justamente quando vivenciaram seus
limites e fracassos. O amor misericordioso de Deus parecia transbordar,
por meio do sacerdócio do Pe. Kentenich, para preencher o vazio
e o afastamento causados por faltas e pecados.
Ir. M. Annette narra um exemplo, entre tantos,
dessa realidade feliz e transformadora: “Um sacerdote, quando
estudante, era fiel à pessoa e Obra do Pe. Kentenich. Assim continuou
também durante os primeiros anos de seu exílio. De repente,
se distanciou e até afirmou, aos que conviviam com ele, que não
era mais seu discípulo.
Quando Pe. Kentenich voltou, após
quatorze anos de exílio, encontrou esse sacerdote desenganado
pelos médicos e internado num hospital de outra cidade.
Então, Pe. Kentenich muitas vezes
o procurou e dialogou com ele, por telefone. Conta a enfermeira que,
pouco antes de sua morte, umas dessas ligações durou mais
de uma hora. E o sacerdote faleceu tranqüilo e pacificamente!”
³
O coração sacerdotal do Pe. Kentenich
facilita, para muitos, a entrega do próprio coração
a Deus e o covívio familiar. Um pai de família, dos Estados
Unidos, descreve e seu efeito dos encontros com o Pe. José Kentenich
na vida de sua família:
Pe. Kentenich “tornou a nossa vida
mais agradável. Ele era para nós um exemplo de bondade,
tolerância e paciência. Levava uma vida silenciosa e nunca
demonstrava antipatia. Nunca se queixava. Ele nos compreendia. Quanto
mais o conhecíamos, tanto mais percebíamos a sua benevolência
e a força magnética que ele irradiava. (Muitas vezes)
não era necessário dizer nada (...) porque ele lia nossos
pensamentos e abria o nosso coração (...) percebia o que
estávamos precisando, naquele momento”³.¹
No atuar do amor de Deus em seu coração
sacerdotal, em sua profunda vida de oraçao e união com
Deus, se encontra a resposta à pergunta que alguém lhe
fêz, ao terminar uma conversa: “Senhor Padre, como se
explica, que a gente sempre se despede do senhor, melhor do que quando
se chegou?”³.²
Obrigada Pe. José Kentenich pelos 100 anos
de seu sacerdócio abençoado! Louvado seja Deus que nos
revela de modo tão próximo o seu coração
e amor de Pai, por meio do Pe. Kentenich.
Bibliografia:
¹ Papa Bento XVI, Carta aos Sacerdotes,
16.6.2009
² Luz e Trevas – Dachau – manuscrito – p. 109
³ NAILIS. M. Annette, Padre Kentenich – Como nós o
conhecemos, Ed. Pallotti, p. 24
³.¹MONNERJAHN. Engelbert, P. José Kentenich Uma vida
pela Igreja, Ed Pallotti, p. 303¹
³.² MONNERJAHN. Engelbert, P. José Kentenich Uma vida
pela Igreja, Ed Pallotti, p. 239