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A vinculação ao Padre José Kentenich |
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A vinculação ao Padre José Kentenich, como Fundador da Obra Internacional de Schoenstatt
Não se deve estranhar que a Família de Schoenstatt acentue tanto a vinculação ao fundador.
Pensemos, por exemplo, em São Bento os beneditinos, em São Francisco de Assis e os franciscanos, em Santo Inácio e os Jesuítas, em Santa Teresa d'Ávila e as carmelitas, em São Tiago Alberione e a Família Paulina, em São José Maria Escrivá e o Opus Dei, em Chiara Lubich e os focolares, e em tantos outros fundadores de movimentos eclesiais que vão infundindo uma nova vitalidade na Igreja atual.
Os últimos Papa têm acentuado a necessidade de que, sempre mais, as comunidades religiosas aprofundem e vivam o mais intensivamente possível o carisma de seu Fundador e se distingam pelo fiel seguimento de sua pessoa e de seus ensinamentos. Desse modo, se assegura a vitalidade do Corpo de Cristo, que mostra a sua riqueza e unidade na diversidade dos carismas que o Espírito Santo suscita na Igreja.
Segundo o Concílio Vaticano II, uma das chaves da vitalidade e renovação da vida religiosa é precisamente a fidelidade ao espírito do Fundador. Favorece
o bem da Igreja que os Institutos tenham seus caráter e funções próprias.
Portanto, o espírito e os objetivos de cada Fundador deveriam ser fielmente
aceitos e mantidos, como certamente deve ser a tradição de cada Instituto,
pois, tudo isso constitui o patrimônio do Instituto. (Perfectae Caritatis,
2) O Papa João Paulo II, na audiência da Família de Schoenstatt, em 1985, disse em seu discurso: A experiência secular da Igreja os ensina que a íntima vinculação espiritual à pessoa do Fundador e a fidelidade à sua missão - uma fidelidade que está sempre de novo atenta aos sinais dos tempos - são fontes de vida abundante para a própria fundação e para todo o Povo de Deus.
Vós sois chamados a participar da graça que vosso Fundador recebeu e a colocá-la a disposição de toda a Igreja. Porque o carisma dos Fundadores se revela como uma experiência do Espírito, que é transmitida aos seus seguidores, para que vivam, protejam, aprofundem e desenvolvam constantemente em comunhão e para o bem da Igreja, a qual vive e cresce em virtude de sua fidelidade ao seu Divino Fundador.(Roma, 20.09.85)
Além do que tem validade para todos os Fundadores da Igreja, a profunda vinculação da Família de Schoenstatt ao seu Fundador, Padre Kentenich, está intimamente unida a originalidade do carisma de Schoenstatt.
Em meio a um mundo, no qual experimentamos cada dia em forma mais intensa a destruição de todos os laços de amor e os vínculos pessoais, tanto no campo familiar como social, Schoenstatt se sente chamado a cultivar em profundidade todos os vínculos desejados por Deus. Dentro disso, a relação filial com o Fundador ocupa um lugar central. Schoenstatt vê em seu Fundador um reflexo de Cristo e, de modo especial, de Cristo Filho do Pai. Por ele, o Padre Kentenich é para seus seguidores, de modo especialíssimo, um reflexo e "transparente", de Deus Pai.
Um caminho para a vinculação a Deus Pai Hoje, mais do que nunca, torna-se difícil abrir o coração a um Deus que é Pai, porque de modo geral a vivencia paterna é marcadamente negativa: pais ausentes, pais autoritários, país débeis, dificultam a recepção alegre da Boa Nova de Deus Pai. Nesse horizonte, o fruto do vínculo filial ao Fundador se tem mostrado como um caminho privilegiado para se chegar a uma vivência profunda de um Deus pessoal e tem sido como um paradigma que ilumina a senda daqueles que estão chamados a exercer a paternidade.
Por outro lado, o vínculo ao Fundador constitui para Schoenstatt a garantia de ser Família, por assim dizer, de viver a fraternidade por meio da vinculação comunitária ao Fundador e na responsabilidade de oferecer para a Igreja e o mundo, em dependência dele, o carisma que Deus lhe confiou.
Um tatear dos planos de Deus A importância do vínculo pessoal com o Padre Kentenich não esteve sempre em primeiro plano na Obra de Schoenstatt. Durante o seu início, o Fundador permaneceu conscientemente em segundo plano. Sem dúvida, o seu contato pessoal com os membros de sua Obra foi intenso, mas, essa vinculação era vivida de forma espontânea e irreflexiva.
O crescimento da Família em número, sua estrutura federativa e, não em último lugar, a necessidade de incentivar o "renascer do ser, da atitude, do sentir e atuar do pai na ordem natural", fizeram surgir muito mais, na Família, a consciência da importância da pessoa do Fundador.
Essa posição do Fundador dentro da Obra foi provada e esclarecida nos anos de sua prisão no Campo de Concentração de Dachau e, posteriormente, durante o tempo de seu exílio em Milwaukee/EUA, deixando bem claro que Schoenstatt não pode existir e nem servir de modo frutuoso a Igreja sem uma genuína vinculação ao seu Fundador. |