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Nos dias 15 de cada
mês, lembramos o falecimento do Pe. Kentenich, sua volta ao Lar
eterno. Muitos de vocês que peregrinam a este Santuário
já conhecem o Padre José Kentenich, outros, no entanto,
apenas ouviram falar de sua vida. Por isso, a partir de hoje, em todos
os dias 15, queremos tecer um breve comentário sobre sua vida.
Vamos iniciar falando de sua infância, mas primeiramente, daremos
fazer um relance geral de sua vida, para podermos nos situar-nos no
assunto.
Uma carta de Deus para o mundo
Usando a expressão de D. Tenhamberg, Bispo Auxiliar de Muenster,
na Alemanha, podemos iniciar dizendo que a vida do Pe. Kentenich: “É
uma carta de Deus para nós.” Deus deu ao mundo, na vida
e na pessoa do Pe. Kentenich, um dom precioso do seu amor infinito.
Ele foi um sinal vivo da presença de Deus, um exemplo luminoso
de confiança na Providência divina. Ele veio ao mundo como
uma luz que resplandece na noite escura, para iluminar e dar-nos respostas
a tantos questionamentos que o mundo moderno nos apresenta.
Um filho fiel da Igreja
Pe. Kentenich foi um filho fiel à Igreja, ele amou a Igreja,
viveu na Igreja e pela Igreja. Entregou sua vida inteiramente a Nossa
Senhora e tudo fez para que ela fosse conhecida e amada por todos como
a Mãe, Companheira e Colaboradora de Cristo na Obra da Redenção.
Incansavelmente andou pelo mundo anunciando a grandeza, a beleza e as
glórias de Maria. Conduziu, seguramente, todos que o procuravam,
a consagrar-se a Maria, selando com ela a Aliança de Amor, em
seu Santuário de graças.
Pe. Kentenich em 1941 foi preso e confinado no Campo de concentração
de Dachau na época do nazismo e lá permaneceu por mais
de três anos. Obediente à Igreja, em 1951, foi para os
Estados Unidos, onde permaneceu durante 14 anos. Este exílio
lhe custou a separação de sua Família de Schoenstatt,
a Obra da que ele fundara.
Um filho que fez a vontade de Deus
Com prontidão sacrifical sempre aceitou a vontade de Deus nas
situações mais difíceis. Nas mais duras provações
de sua vida, conhecia um único anseio: cumprir com alegria, numa
atitude filial, e heróica os mais leves desejos de Deus.
Ele nos deixou a grande mensagem: “Deus é Pai, Deus é
bom e bom é tudo o que Ele faz!” Deus nos ama pessoalmente,
como a pupila de seus olhos.
Desde a infância
consagrado a Maria
Com o nascimento do Pe. Kentenich, em 16 de novembro de 1885, em Gymnich,
na Alemanha, Deus presenteou ao mundo uma dádiva singular. Foi
batizado em 19 de novembro, na igreja-matriz de São Cuniberto
e recebeu o nome de Pedro José Kentenich, sendo que José
se tornou seu nome familiar.
Sua mãe, para dar sustento à família, não
podia ocupar-se muito com a educação do filho. Aconselhada
por seu pároco, em 12 de abril de 1894, ela o colocou no Orfanato
de São Vicente em Oberhausen. O menino tinha apenas oito anos.
Na hora da despedida, mãe e filho foram à Capela do Orfanato
e ali, aos pés da imagem de Nossa Senhora do Rosário,
ela, a mãe de José, entregou-o aos cuidados da Virgem
Maria com o pedido de que, desde então, Maria fosse para seu
filho a Mãe e Educadora.
Assim rezou:
Mãe de Deus, sê, de agora em diante uma verdadeira Mãe
para o meu filho! Educa-o! Cumpre em meu lugar os deveres de mãe.
Eu o entrego inteiramente aos teus cuidados.
E o pequeno José, ouvindo a súplica de sua mãe,
tomou a sério estas palavras e, a seu modo, ele também
fez a própria e total entrega à Nossa Senhora. Recordando
esta entrega ele reza:
Ave Maria! Por tua pureza, conserva puro o meu corpo e a minha alma.
Abre-me largamente o teu coração e o coração
de teu Filho. Obtém-me um profundo conhecimento de mim mesmo
e a graça da perseverança e fidelidade até à
morte.
Mais tarde, Pe. Kentenich revelou que ficou fiel a esta sua primeira
consagração, fiel à Mãe de Deus, pois não
fora uma simples oração, mas uma doação
real e total de ambos, uma permuta de amor entre ele e a Mãe
de Deus. Maria tomou posse do seu pequenino coração, tornando-se
sua Mãe e Educadora, Conselheira e Mestra durante toda a sua
vida. Este momento permaneceu para ele uma experiência inesquecível
e decisiva para o seu futuro, como certa vez confessou: “Tudo
o que sou e tenho, devo à Mãe de Deus!”
Chamado ao sacerdócio
Desde pequeno, José chamava a atenção por sua inteligência
excepcional e por sua extraordinária piedade e inclinação
para o religioso. Gostava muito de rezar e estar na presença
de Deus e de Nossa Senhora, a quem sempre venerou profundamente. De
sua mãe ele aprendeu a amar Jesus e Maria de forma tão
profunda que o levou a entregar-se a ela, inteiramente, com apenas 8
anos de idade!
Ele era ainda muito criança, quando Deus despertou em seu coração
o desejo de se tornar sacerdote. Em seu interior ardia a chama que flamejou
até o último momento de sua vida: viver inteiramente doado
a Deus e a Maria, na dedicação total ao próximo.
Este desejo ele revelou à sua mãe no dia de sua primeira
Comunhão, no primeiro domingo após a Páscoa, em
abril de 1897.
Testemunho
O processo de canonização do Pe. José Kentenich
foi aberto em 10 de fevereiro de 1975, o que lhe confere o título
de Servo de Deus. E em sua nova presença junto a Deus, ele pode
interceder por nós em nossas necessidades. Ele quer nos ajudar,
mas nós precisamos nos dirigir a ele e confiantes pedir sua intercessão.
Relato de uma
graça alcançada.
Assim experimentei
o Pe. José Kentenich - Como um Pai!
Estava com muita dor.
Já fazia uma semana que não conseguia dormir direito.
Foi então que resolvi ir até a farmácia comprar
um analgésico para aliviar a dor que me fazia sofrer. Ao me dirigir
ao caixa da farmácia para pagar o remédio, ao pôr
a chave do carro sobre o balcão a dona da farmácia, ao
ver a estampa da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável
de Schoenstatt, no chaveiro do carro, disse muito alegre: eu conheço,
o Fundador do Santuário desta Mãe. E acrescentou: ele
me acompanha sempre, está sempre comigo, me ajuda em tudo, é
o meu maior amigo! E disse-me ainda: venha ver!
Acompanhei-a até a sala, consultório de seu filho, o farmacêutico
da farmácia. Que surpresa ao abrir a porta! Quem estava ali?
O Pe. Kentenich em tamanho grande, num pôster. Foi um encontro
muito pessoal que tive como o Pe. Kentenich. Aquele momento foi tão
especial para mim, que parecia estar encontrando pessoalmente com ele.
Seu olhar, me falou ao coração. Senti a sua presença.
Senti seu carinho e amor de Pai.
Com aquele sentimento de alegria e gratidão, entrei no carro
para voltar para casa. Muito feliz e confiante no seu cuidado de Pai,
falei com ele, como uma filha fala com o seu pai e disse-lhe: “Pai,
o senhor ajuda tantas pessoas, ajude-me a mim também! Tira-me
esta dor!" Cheguei em casa, tome um banho e deitei-me, sem tomar
o remédio que havia comprado. Dormi tão bem que somente
no dia seguinte, percebi que ele havia ouvido a minha prece. Ele é
assim mesmo, como um Pai atende ao filho. Obrigada, Pe. José
Kentenich”.
M.I.B.
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