A Mãe
e Rainha de Schoenstatt tem a missão de educar homens novos, que
livremente
se
decidem para
os
mais
leves
desejos
de Deus
e vivam
em comunidade, fomando uma família a exemplo da Trindade Santa. Ela
prova que é capaz de educar tais santos, em qualquer situação que se
encontram. Quer lugar mais desafiante para isso do que um Campo de
Concentração?
Um santo Pai que forma filhos santos
Deus escolhe o Pe. José Kentenich como
instrumento para ajudar a Mãe de Deus nessa grande missão e, na Aliança
de Amor com ela, ele
vive fielmente essa missão divina. No Campo de Concentração de Dachau,
Pe. Kentenich
continua
sua missão
de vida.
Com amor paternal,
conduz as pessoas
para a Mãe
e
Rainha,
para que ela eduque no coração de cada um o Filho amado e heróico do
Pai. Para isso, entre tantas outras obras que fez em Dachau, fundou
grupos
de
sacerdotes, aos quais dava formação regular e os reunia em comunidades
de vida,
tanto quanto era possível nessa extrema situação de horrores da guerra
nazista.
Um grupo de santos
O selo divino comprova que a fidelidade
do Pe. Kentenich a Aliança de Amor é uma dádiva
para toda a Igreja. Atualmente,
quatro sacerdotes
do primeiro grupo de Schoenstatt, em Dachau, estão
a caminho
dos altares:
o pallottino
Ricardo Henkes e o pároco
Alois Andritzki, com o processo em andamento em suas dioceses, Carlos
Leisner, beatificado pelo Papa João Paulo II e Gerhard
Hirschfelder, beatificado no dia 19 de setembro de 2010.
O arcebispo de Colônia, cardeal Joaquim Meisner, representa
o Papa na cerimônia, realizada na catedral de Munique/Alemanha,
e define esse filho de Schoenstatt como um modelo para os
jovens,
segundo
informa
a Rádio
Vaticano.
Pe. Gerhard Hirschfelder é proclamado beato como "mártir
e testemunha da fé". O cardeal destaca que o sacerdote
rejeitou a inumana lógica nazista e recorda seu especial compromisso
no trabalho com a juventude.
Apesar de ter vivido somente 35
anos, o exemplo do Pe. Gerhard permanece muito vivo no coração de muitas
pessoas, especialmente na Polônia e na
República Tcheca, onde atuou por mais tempo. Centenas de pessoas
desses países, bem como da Alemanha, estão presentes na beatificação.
Uma vida pela juventude
Beato Gerhard Hirschfelder, nasce em 17 de
fevereiro de 1907, no condado de Glatz, em Silesia. É ordenado sacerdote
em
1932.
De 1932 a 1939, atua como capelão
em Grenzeck (Tscherbeney), e desse ano até 1941, capelão
maior em Habelschwerdt e responsável pela pastoral da juventude
da diocese.
Percebendo o perigo da ideologia nazista
e os efeitos de sua propaganda, empenha-se para manter a juventude
distante
dela. Conduz os jovens, especialmente, por meio de sua proximidade
e da direção
espiritual. Ele não se cala perante o perigo, mas no amor a juventude,
em suas homilias, denuncia com coragem os excessos e a violência
desse período. A Gestapo (Polícia Secreta do Nazismo) reage
à fidelidade do Pe. Gerhard à Igreja e à sua missão. Quando o padre
participa de uma reunião, com seus jovens, em 1941, a Gestapo o interrompe
nas atividades e o leva como prisioneiro.
Mas, o amor é ousado.
Pe. Gerhard aproveita os mais de 4
meses de prisão
em Glatz, para escrever uma impressionante Via Sacra e reflexões
sobre o sacerdócio, o matrimônio e a família. Ao
iniciar a novena para o Natal, em 15 de dezembro de 1941, é transferido
para o campo de concentração
de Dachau. Os horrores do Campo de Concentração não mataram seu amor
e sua liberdade interna. Seu coração nobre se une a outros com a mesma
aspiração, Pe. Gerhard participa
do primeiro
grupo
de
sacerdotes
de
Schoenstatt, formado no Campo.
É a espiritualidade de Schoenstatt que o prepara para o encontro definitivo
com o Pai. Ele falece em 1º de agosto de 1942, devido aos maus
tratos e a fome, que resultam numa grave pneumonia.
Um partidário da aliança por uma nova
cultura
Mas, o sangue dos mártires são sementes.
Pe. Gerhard é cremado e suas cinzas são levadas para Czermna
(Tscherbeney), na Polônia, onde havia atuado como capelão. Seu processo
de beatificação tem inicio em 1998. A documentação
para isso reúne a Igreja Católica em três países:
Alemanha, Polônia e República Tcheca. Apesar disso,
leva apenas 4 anos para ser concluido, na diocese de Munique. Em 2002,
é enviado para Roma. Mais de 10
mil pessoas
reconhecem a sua santidade,
o tem como intercessor junto a Deus e, por meio de assinaturas, pedem
que ele seja beatificado. Devido a esse fato admirável de unidade em
prol de Gerhard, Dom Franz Jung, decano de Glatz, o considera "um
construtor de pontes para uma Europa unida".
Nós schoenstattianos aceitamos com alegria essa denominação e a interpretamos:
um beato da Família que continua a atuar para uma cultura da Aliança
de Amor.
Fonte: Zenit.org
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