Liga de Familias com o Símbolo do Pai

Laercio e Elza Ferreira - Liga de Famílias - Londrina/PR

 

 

Após intensa preparação, a Liga de Famílias, em Londrina/PR, tem o seu encontro com o Símbolo do Pai, no dia 24 de setembro, a partir das 20 horas, eles seguem os passos do Pai pelos lugares visitados pelo Pe. Kentenich.

Finalmente, após toda preparação inicial, pudemos estar junto com o Olho do Pai, numa vivencia que reeditou uma caminhada, onde seguimos os passos do nosso Pai e Fundador aqui em Londrina, mais precisamente no Santuário da Esmagadora da Serpente e no Colégio Mãe de Deus.

Nessa noite, de 24 de setembro, a exemplo dos casais da Liga de Famílias em 1969 (quando o Símbolo visitou pela primeira vez o Brasil), acolhemos o Símbolo do Pai que representa os Olhos de Deus e sua Onipresença. Ele vem como presente e presença, portador da benção do Fundador a seus filhos espirituais.

O Pai, neste momento está conosco

É uma experiência sem igual, pois, percebe-se pelos olhares e pela expressão corporal que todos estão extasiados com a presença do símbolo do nosso Pai e Fundador entre nós.

Uma família, João Carlos e Anna Karina Araujo e seus filhos, entregam um ramalhete de flores e dão as boas vindas a Ele e uma das filhas do casal declama um lindo poema de acolhimento, tal como imaginamos que o Padre Kentenich gostava e sentia-se feliz com este tipo de acolhida.

Após este primeiro contato com o Símbolo do Pai, saímos do Santuário para peregrinar com Ele pelos locais históricos, pois queríamos nos deixar envolver por sua presença e nos abrir interiormente para este momento de encontro com o Fundador. Durante a caminhada, um canto sugestivo era entoado pelos participantes: Os Passos do Pai geram vida...

Aqui é bom estar!

Chegamos à Capela Histórica, onde o Fundador, durante as três vezes que visitou Londrina, celebrou missas, pregou conferências, aceitou consagrações e a vestição de um grupo de Irmãs de Maria. Este local nos faz entrar em contato com o Fundador, como sacerdote, instrumento e mediador dos dons de Deus para seus filhos. Ouvimos a narrativa de suas palavras, proferidas em sua primeira visita ao Brasil. Ao entrar nesta Capela, falou:

“Aqui é bom estar! A Mãe de Deus quer se manifestar em sua tarefa... A Mãe de Deus quer formar aqui uma terra mariana, em todo o Paraná e em toda a região de língua portuguesa (...) Onde é Schoenstatt? Schoenstatt é onde existe a imagem da Mãe Três Vezes Admirável, onde houver um filho de Schoenstatt. Não precisamos olhar Schoenstatt no além-mar (...) Vamos construir Schoenstatt aqui! Santa Maria, Paraná, o Brasil todo deverá ser Schoenstatt! (...) O mundo deve tornar-se mariano, aberto para Deus, transformado em Cristo”. (12. 04. 1947)

Aliados do Pai

E num momento de oração, os participantes responderam novamente ao Padre Kentenich, colocando-se como instrumentos nas mãos de Maria, para ajudar na execução da tarefa de transformar o Brasil todo num Tabor de Cristo e Maria.

Numa atmosfera de profundo respeito por este santo lugar, todos se transportaram àquele tempo, sentindo que estávamos num local onde nosso Pai Fundador pisou, rezou missas, ajoelhou-se e acolheu pessoas. Também nos sentimos acolhidos e cumprimentados por ele.

Aproveitamos a sacralidade deste local para uma reflexão em silencio, ao som da música “Hino da minha terra”. Todos escreveram numa folha o que esperavam desta visita do símbolo do Pai. Após destes momentos levaram a folha até o altar e receberam em troca uma mensagem do Pai e Fundador.

Sala do alegre encontro

Continuando nossa caminhada, fomos até a “Sala do Alegre Encontro”, localizada na entrada do Colégio Mãe de Deus. Sala onde o Fundador se encontrou com o Dr. Fritz Kühr, co-fundador da Obra das Famílias e onde foi colocado um tijolo abençoado pelo Fundador, com o pedido que a MTA construísse Schoenstatt em nossa Pátria. Aproveitamos o momento de partilha e pedimos ao Pai e Fundador, a sua bênção sobre todas as famílias de nossa comunidade e para que todos sintam quanto “é bom ter família”.

Prosseguimos nossa caminhada, agora para a estátua do Fundador, rezando uma dezena do terço, em intenção a todas as famílias.

O mais importante é o amor...

No local onde hoje está localizada a Estátua do Fundador, o Padre Kentenich proferiu algumas palestras pedagógicas. Ouvimos então uma mensagem que nos falou de seu carisma de Educador, de formador de corações. É também a nós que dirige as palavras que pronunciou no dia 20 de abril de 1947:

“Eu sou o Bom Pastor! Fomos eleitos e enviados desde toda a eternidade como bom Pastor! Devemos conquistar uma consciência de missão... O mais importante é o desprendimento de nós mesmos e o amor sacrifical. Estes pensamentos nos deveriam ser de suma importância, como educadores que somos. O primeiro e mais importante não é o saber! O mais importante é o amor de pastor, a fidelidade, a dedicação de pastor! Por que seria que o desprendimento de si mesmo é a grande potência na educação? Dom Bosco diz: se quiseres ser amado, ama primeiro. Mostra ao educando que o amas! Isto não significa que devemos fazer declarações de amor! Porém, servir com desprendimento de nós mesmos! O amor de pastor inclui a compreensão bondosa, a compreensão que forma e conduz para o alto. Consiste esta em crer no bem que existe no educando, apesar de suas fraquezas. Devo crer, apesar das infidelidades. A pessoa cresce quando crê no amor, quando acredita que é amada. Isto requer sentir com o outro. E isto supõe desprendimento de si próprio. Educadores são amantes que nunca deixam de seu amor. Apesar de todas as desilusões, eu tenho que crer no bem”.

Caminhamos ao Monumento dos Heróis, que fica ao lado do Santuário e onde estão os restos mortais do Dr. Fritz Kühr. Este monumento é a expressão concreta da atuação de Maria na vida daqueles que a Ela se entregam, do seu poder de educadora e formadora de santos heróis da vida diária! É também sinal de reconhecimento e gratidão pela vida de filialidade e fidelidade do Dr. Kühr

O Pai quer cooperadores para a missão

Como ponto de saída e chegada, voltamos ao Santuário. onde nossa Mãe e Rainha habita e opera prodígios, como frutos de nossa livre cooperação e do livre operar de suas graças. Ali ouvimos que desde o início o Pe. José Kentenich mostrou que seu desejo não era, em primeiro lugar, a construção material do santuário. A principal importância estava nas mãos e corações juvenis que ajudassem, que lutassem, especialmente pela construção espiritual do Santuário em seus próprios corações. Suas palavras, nos primeiros anos de suas visitas, foram sempre de estímulo para esta construção espiritual. E então, a partir daquele dia, todos cooperaram. Auto-educação, auto santificação, orações, renúncias e sacrifícios foram oferecidos À Mãe de Deus. Estava, assim, iniciada a construção deste Santuário de Graças.

Neste final de peregrinação com o símbolo do Pai, manifestamos todo o nosso ardor pela missão e ecoam em nossas mentes as frases que representam nossa missão em Schoenstatt: Nada sem ti! Nada Sem Nós! Quando oferecemos a Mãe de Deus todo nosso empenho para ajudar na missão salvifica de Schoenstatt e “o Pai me vê, me ama, precisa de mim”, significando uma constatação de que Deus quer nossa cooperação para ajudar na evangelização do mundo.

Para coroar a vivencia, nos consagramos a Mãe e Rainha e tivemos, como família, um momento para a despedida do nosso Pai e Fundador dentro do Santuário, aqui representado pelo Símbolo do Pai e, como era praxe na vida do Padre José Kentenich, ninguém saiu sem receber um presente: um pão de mel, e um boton como recordação da visita do símbolo do Pai em nossa cidade.

Depois dessa vivênvia o Símbolo do Pai foi para o Santuário lar do casal dirigente, Antonio e Debora Possetti, onde o Jumas foi buscá-lo às 24 horas.