O Santuário me encontrou...

Mariana Leão de Lima
Juventude Feminina de Schoenstatt - Vila Mariana/SP

 
 

Na festa da aliança, em 2 de outubro, entre outros testemunhos sobre a vivência da aliança de amor, a jovem Mariana relata como a Mãe de Deus a encontrou, pelo santuário, e o que isso significa para sua vida. Vale a pena ler e agradecer, meditando ao mesmo tempo, quais caminhos a Mãe de Deus usou para me atrair para a aliança com ela e um encontro mais profundo com o Pai.

Cheguei como turista

"Cheguei no Santuário, Tabor da Confiança Vitoriosa no Pai, como turista. Eu não conhecia Schoenstatt, nem o Pai e Fundador, Padre José Kentenich. A primeira vez que vi uma foto do Pai e Fundador, que na ocasião estava estampada em tamanho real, liguei para a minha mãe e contei que estranhei o fato de vocês terem fotos de uma pessoa que morreu e gostarem tanto dele.

Na época, eu fui acolhida pelas Irmãs de Maria, em sua casa junto ao Santuário, porque eu vinha como estudante, de Garça/SP, e não tinha lugar para ficar aqui em São Paulo, enquanto fazia o meu estágio. Então, morando no Santuário, durante ao menos 20 dias, eu fui ali todos so dias. Vi que as pessoas ficavam contando muitas coisas para a Mãe e que iam lá buscar graças interiores e exteriores.

Achava estranho e não sabia porque as Irmãs me diziam para eu entrar lá. Elas faziam questão de saber se eu já tinha ido ver a Mãe e, em todas as decisões que eu tinha que tomar, elas me recomendavam para ir no Santuáio e discutir com a Mãe. Mas, facilmente, eu aprendi o caminho, apesar de não ter a perfeita consciência do que ia acontecendo comigo, cada vez que eu entrava lá.

Experimentei as três graças

Ocorreu que experimentei muitas vezes em meu ser cada uma das três graças do Santuário. E essa vida foi pulsando cada vez mais forte na minha vida. Quando eu percebi, queria alicerçar o resto da minha vida futura naquele Santuário. Depois, eu vi que as pessoas não iam ali só para receber, mas iam também para doar aquilo que de concreto elas fizeram, na intenção do Santuário, para o capital de graças.

Viver naquele Tabor

Voltei para morar na minha cidade. Mas, no ano seguinte me mudei novamente para São Paulo. Então, tudo o que eu queria era uma casa ao lado da capelinha, do Santuário, para poder continuar a viver naquele Tabor de Amor.

Soube que a maneira mais profunda de se pertencer ao Santuário seria selar a Aliança de Amor com a MTA. Encontrei o grupo da Juventude Feminina de Schoenstatt, Roberta, Luana e da Jackeline, que me acolheram e foram minhas irmãs de grupo de formação. Aprendi que toda mulher é uma promessa, promessa de ser uma Pequena Maria no mundo.

E cada vez que eu entrava na capelinha, tanto mais a Mãe de Deus ia se impregnando em mim e tanto mais eu levava um pouco dela.

O Santuário foi a maior revelação da minha vida.

Agora, com mais consciência, eu fui aprendendo sobre ele. Selamos a Aliança de Amor. Foi ela que me segurou nos calvários e foi por ela que eu vibrei com cada coroa alcançada - fosse material, espiritual...

Permaneci na JUFEM esse tempo, muito feliz, muito encontrada. Muito feliz mesmo.

Agora estou numa fase de transição, por isso, não consigo muito estar fisicamente no Santuário, mas espiritualmente estou sempre ali. Quando eu me casar, o maior sonho da minha vida é formar uma família à sombra do Santuário - não escrevo isso para enfeitar, mas é real.

A Mãe pode tudo, conto com isso dEla. Tenho ainda muito para caminhar, no sentido da conquista da santidade. Mas, olhar para o Santuário, que é uma escola de Santidade, me faz ter a coragem e também a força de perseverar.

Tenho ainda mais a dizer, mas se eu tivesse que resumir em uma frase, diria que o Santuário me encontrou e que agora, a minha vida toda, eu quero continuar encontrando-o também."