A tarde de 18 de novembro, 15 horas, sexta-feira, reúne mais de 2 mil pessoas, no Santuário Tabor Redenção da Família, no Rio de Janeiro/RJ, para a reentronização do Símbolo do Pai. Alguns grupos estão desde a manhã no Santuário, inclusive Pe. Frank Franciscato, que presta seu serviço sacerdotal aos peregrinos. Com a aproximação do horário da Santa Missa, a animação vai crescendo e cresce também o número de filhos nessa casa da Mãe. Muita alegria, cantos, reflexões sobre o amor do Pai e o Santuário está com intensa fila para ver de perto e tocar com as mãos o Símbolo do Pai, destinado ao Santuário Original. Aos poucos, todos os espaços da tenda são preenchidos e já há muita gente do lado de fora. O Símbolo do Pai, que será reentronizado, é recebido, na Tenda, com muitos vivas e nem parece que é pleno dia útil, pois a alegria de festa é imensa. É emocionante chegar e ver o Símbolo do Pai... Pelas 14h30min, chega Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar, responsável pelos Movimentos na Arq. do Rio de Janeiro. Sua expressão é de alegre surpresa ao encontrar essa multidão vibrante. Chegam também mais sacerdores e diáconos. Por toda parte há um schoenstattiano que corre servindo a Mãe de Deus: uns ajeitam as cadeiras, outros preparam um lanche para o bispo, muitos estão dando informações e orientando os peregrinos... Uma voluntária recebe a feliz tarefa de permanecer ao lado do Simbolo do Pai, que está no Santuário. "É emocionante chegar aqui no Santuário e ver o Símbolo do Pai que nos visita. Quando me deparei com ele, no Santuário, não teve jeito, não consegui segurar as minhas lágrimas," comenta uma peregrina. Quando faltam apenas 5 minutos para iniciar a solenidade, é cortada a energia elétrica em toda a região. Todos se olham e se conformam: "Seja como Deus quiser!" Mesmo sem som, Dom Antonio Augusto saúda os presentes, antes de se paramentar, e comunica que se pode começar a celebração assim mesmo, pois não se tem previsão de quando retorna a energia. Os peregrinos são comunicados disso e reina um silêncio absoluto para que se possa ouvir alguma coisa. Não há queixas e nem resmungos. O Pai assim providenciou e sob seu olhar tudo está bem e tranquilo. Dois Símbolos do mesmo Pai Inicia, assim, a procissão até o Santuário, levando o Símbolo do Pai. É formado um cortejo que ladeia o tapete vermelho, abrindo assim espaço para as bandeiras, ministros, diáconos e sacerdotes. Com Dom Antonio, estão presentes Pe. Frank Franciscato, Pe. Francisco Reinaldo, Pe. Ricardo França Pinheiro, Pe. Rogério Costa Felix, Diác. José Carlos Caracoci da Silva, Diác. Antônio Montenegro de Aguiar. Cantando "É o Pai presente...", seguem ao santuário, enquanto a multidão permanece na Tenda ou circundam o Santuário para acompanhar mais de perto. No Santuário, estão dois Símbolos do Pai, o que está peregrinando pelo mundo e o que será entronizado. É lida uma oração convidando o Pai para estar presente no sinal deste Símbolo, todos respondem com a oração do Pai Nosso e rezam a oração de entronização. Então, Dom Antonio Augusto sobe a escada e reentroniza o Símbolo do Pai, sob aplausos e cantos. Está marcada para sempre essa semana de graças, com a visita do Símbolo do Pai. É admirável como, mesmo sem ouvir o que está se rezando, o povo se mantém concentrado e em oração. Quando o teu olhar encontra o meu... A comentarista lê a acolhida da santa missa e a procissão de entrada vai do Santuário até o altar, na Tenda, levando junto o Símbolo do Pai, para o Santuário Original. Ali, Pe. Francisco Reinaldo, da paróquia São Sebastião, a que pertence o Santuário, faz a acolhida para Dom Antonio Augusto. O padre veio especialmente para isso, pois, não pode permanecer, devido a compromissos inadiáveis. Ir. M. Agnes Marqueto também dirige palavras de saudação ao bispo e a santa missa começa num esforço para se falar o mais claro e o mais alto possível. Quando a cantora do Salmo o entoa, a energia é restabelecida e, espontaneamente, todos batem palmas. Então, tudo volta a normalidade, para a alegria de todos. Pe. Clébio Tosta Junior também chega nesse momento e permanece com essa Família em festa. Dom Antonio Augusto começa sua homilia dizendo que, se a energia não fosse restabelecida, a cerimônia continuaria com a mesma concentração, pois todos podem ouvir a Deus que nos fala. Ele contextualiza a festa do dia, dedicação da basílica de São Pedro e continua: "Hoje, celebramos a aliança de amor e a reentronização do SÍmbolo do Pai... Estamos com o Símbolo do Pai abençoado pelo Pe. José Kentenich, que representa o olhar de Deus. 'Esse teu olhar, quando encontra o meu olhar, fala de coisas que eu não posso ver.' O Pai me vê, o Pai me ama e o Pai precisa de mim. Não preciso ter medo, porque esse olhar do Pai vigia e faz tudo concorrer para o meu bem... Como diz Pe. Kentenich, Deus precisa de nós, somos coautores neste mundo e Deus precisa de nossa esperança e de nossa fé." Ele indica como as três virtudes teologais devem impulsionar a nossa vida, para que a fé produza frutos da caridade. Precisamos mudar o mundo, por meio de pequenos atos diários, mudando o pequeno mundo que nos cerca.
"Preciso olhar para as pessoas como Deus me olha", continua o bispo. Ele reflete que, às vezes, não causamos alegria a Deus, por causa de nosso pecado, de nosso modo de olhar as pessoas com desamor, então, os olhos de Deus se enchem de lágrimas. "Precisamos ser o olhar de Deus para esse mundo. Esse Símbolo do Pai nos mostra que o olhar de Deus me vê, me ama e precisa que eu faça a minha parte com esperança", conclui Dom Antonio Augusto. A celebração festiva continua com muita vibração. No ofertório, com o pão e o vinho, vem para o altar a talha do capital de graças, assim todo sacrifício se une ao de Jesus e na comunhão somos um com ele. Antes da bênção final, o bispo dirige a celebração da Aliança de Amor e recebe o agradecimento da Família de Schoenstatt, por sua presença entre nós, neste dia tão especial. "No começo da celebração eu não ouvia nada, apenas via o que estava acontecendo. Mas, não faz mal, eu estava feliz por estar aqui", afirma alegre, uma missionária da CMPS. "Irmã, isso aqui foi tão lindo! Não tenho palavras para agradecer! Ao chegar na minha paróquia, vou logo procurar o meu pároco para deixar ele a par de tudo o que vivemos aqui no Santuário." Estas e outras manifestações de gratidão e alegria revelam como os presentes estavam mesmo atentos e concentrados, apesar de não poderem ouvir nada até o canto do Salmo. Sob o olhar do Pai, missionários da aliança Antes de ir embora, cada sacerdote presente e Dom Antonio Augusto recebem de presente um Mater Card. Todos se alegram muito e se apressam para preencher a sua ficha, a fim de concorrerem a uma viagem para a celebração do centenário da Aliança de Amor, em Schoenstatt, em 2014. Dom Antonio ainda brinca que ele quer ter certeza que, se ganhar, ninguém vai levar o presente da viagem em seu lugar. Então, aos poucos todos retornam para os seus lares, levando as bênçãos da presença e do olhar do Pai, sobretudo, a certeza do amor do Pai que nos acompanha com amor, que nos vê, nos ama e precisa de nós, como missionários da aliança. |